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Cefaleia por Abuso de Analgésicos

  • Foto do escritor: Cristina Hintze
    Cristina Hintze
  • 9 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de set. de 2025



Dor de cabeça é uma queixa muito comum nos consultórios de neurologia. Muitas pessoas, em busca de alívio rápido, acabam utilizando analgésicos em grandes quantidades, sem orientação médica. Porém o uso excessivo de medicações pode piorar a dor. Esse fenômeno é conhecido como cefaleia por abuso de analgésicos.


O que é a cefaleia por abuso de analgésicos?

É um tipo de dor de cabeça crônica que ocorre em pessoas que utilizam medicamentos de forma constante para tratar dores de cabeça pré-existentes, como enxaqueca ou cefaleia tensional.

Com o uso prolongado, os remédios passam a funcionar cada vez menos. A dor melhora apenas temporariamente, mas logo retorna muitas vezes ainda mais intensa. E assim,  a dose da medicação precisa ser cada vez maior para trazer algum alívio da dor.


Os critérios incluem:


  • Dor de cabeça por 15 dias ou mais em um mês em pessoas com algum tipo de cefaleia pré-existente.

  • Uso prolongado, frequentemente mais de 3 meses, de analgésicos comuns como triptanos, opioides, dipirona, paracetamol e anti-inflamatórios, para alívio da cefaleia.

  • Nenhum outro diagnóstico que possa explicar as crises de dor de cabeça.


Como essa dor se manifesta?

A cefaleia por abuso de analgésicos costuma ser:


• Diária ou quase diária

• Com intensidade variável

• Pior pela manhã, ao acordar

• Associada a sintomas como náuseas, irritabilidade, insônia e dificuldade de concentração


Quem está em risco?

Pessoas com enxaqueca ou cefaleia tensional que não fazem um tratamento adequado para a sua condição são as mais suscetíveis. O risco aumenta consideravelmente quando:


• Há automedicação frequente

• Existe fácil acesso aos medicamentos

• Não há acompanhamento adequado com o neurologista 

• A dor crônica interfere na qualidade de vida


Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame físico neurológico detalhado do paciente. Exames de imagem, como ressonância magnética de crânio, podem ser solicitados para descartar outras causas.


Qual é o tratamento?

O primeiro passo é interromper o uso excessivo dos analgésicos. Isso pode ser desafiador, pois nas primeiras semanas pode haver piora das dores. Por isso, essa retirada deve ser acompanhada pelo neurologista e nunca feita sem supervisão médica. 


Além disso, durante a consulta médica, o neurologista vai implementar estratégias personalizadas para cada paciente, mas que incluem:


  • Tratamento preventivo para a cefaleia de base, como a enxaqueca, com medicamentos específicos;

  • Uso de toxina botulínica para casos de enxaqueca crônica, quando necessário;

  • Identificação de fatores que desencadeiem as crises de dor como estresse,   insônia, certos tipos de alimentos.

  • Orientação clara sobre o uso correto dos medicamentos

  • Acompanhamento neurológico regular.


A importância da prevenção

A melhor forma de evitar a cefaleia por abuso de analgésicos é não se automedicar e procurar avaliação neurológica sempre que as dores de cabeça se tornarem frequentes ou incapacitantes. Um bom controle da dor de cabeça primária, como a enxaqueca e a cefaleia tensional, é essencial para prevenir esse tipo de complicação.



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Na Clínica Áurea contamos com acompanhamento neurológico individualizado para diagnóstico e tratamento de todos os tipos de dor de cabeça, incluindo casos de abuso de analgésicos. Se você ou alguém próximo sofre com dores de cabeça frequentes, agende uma consulta conosco.

Localização: Barra Space Center – Av. das Américas, 1155 sala 413 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro








 
 
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